EMAIL ENVIADO ÀS LISTAS - AINDA SOBRE A VOTAÇÃO NO SITE DA FRATESCHI
From: José Emílio de Castro H. Buzelin
To: Ernesto Paparelli ; Fabio Dardes ; Carlos A. Alvarenga ; Antonio A. Gorni ; Flavio Cavalcanti ; Marco Giffoni ; Marcio Hipolito ; Paulo R. O. Cerezzo ; Renato Gigliotti ;
Ralph M. Giesbrecht ; Thomas O. A .Corrêa ; Otavio Delano Estevanato ; Rodrigo José Cunha
Sent: Tuesday, April 15, 2008 3:18 PM
Subject: Entquete da Frateschi
Prezados colegas,
antes que os distintos amigos percam seu precioso tempo numa votação inútil, gostaria de apontar algumas considerações, as quais dirijo especialmente aos mais jovens:
O modelo em questão é a seguinte locomotiva, segundo as anotações do IGL - Inventário Geral de Locomotivas, desenvolvido desde 1988 por João Bosco Setti e continuado por ele e pela Sociedade de Pesquisa para Memória do Trem, em contínua atualização:
EFVM 8503
.
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BB36-7
.
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1000
.
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GE-USA / 43245 / 1981.03
.
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a. Original C36-7 NW 8503 c/ bt. 1435;
b. Renum como NS 8503 em ????.??;
De fato, trata-se de uma ex-C36-7, convertida para BB36-7.
A EFVM adquiriu modelos GE usados.
Vejam um pouco de história:
a página 138 do livro "A E.F.Vitória a Minas e suas locomotivas desde 1904 - Volume 2 - 1947 a 2003" de Eduardo José de Jesus Coelho e João Bosco Setti - editado pela S.P.Memória do Trem em 2003, mostra a incorporação das primeiras B ( atenção a letra é B, do alfabeto: A; B;C;D;E;F;G;H...) 36-7 e que na classificação AAR significa que o truque tem 2 eixos) OU SEJA, originalmente locomotivas modelo B36 e não C36. As B36 originam-se das antigas UXXB. Entre os modelos B e C vai uma diferença de comprimento e outros detalhes.
( sabem como eh, dispois que as escola didática e pedagólgicamente eliminaram as figuras da recuperação e da repetição de ano, somos obrigados a reforssar um bucadim algumas isplicasão, né não mano?)
PRECÁRIA E PROVISORIAMENTE PARA TESTES, as primeiras B36 receberam - repito, para os que não tiverem paciência em ler uma simples página de livro: PRECÁRIA E PROVISORIAMENTE PARA TESTES -SOLUÇÃO TEMPORÁRIA - acho melhor repetir bem esta passagem interpretativa: PRECÁRIA E PROVISORIAMENTE PARA TESTES -SOLUÇÃO TEMPORÁRIA - mais uma vez, não custa nada: PRECÁRIA E PROVISORIAMENTE PARA TESTES -SOLUÇÃO TEMPORÁRIA ; vale a pena repetir AGORA em braile, para aqueles que são os piores cegos que podem existir, os que não querem enxergar: ::.`´:´::....:: ;: ..:: ::.`´:´::....:: ;: ..::. ::.`´:´::....:: ;: ..:: ::.`´:´::....:: ;: ..::. ::.`´:´::....:: ;: ..:: ::.`´:´::....:: ;: ..::.
Como eu dizia, receberam PRECÁRIA E PROVISORIAMENTE PARA TESTES -SOLUÇÃO TEMPORÁRIA , um par de truques C (atenção a letra é C, do alfabeto: A; B;C;D;E;F;G;H... e que na classificação AAR significa que o truque tem 3 eixos)de U20C. Não demorou muito, elas receberam os truques B+B A R T I C U L A D O S definitivos, feitos pela Cruzaço.BITOLA DE UM MÉTRO.
Ok.
Vejam as figuras! Leiam o texto! Meninos: dêem-se ao trabalho de pesquisar - cabeça serve para mais coisas do que usar boné "hang-loose" de abas para trás!!
O modelo proposto pela Frateschi não é O em questão. Mas para aqueles que têm o livro e apenas folhearam, vale a pena verificar e LER as páginas 138 a 144, e ,de preferência, o resto, para ao menos saberem porquê a opção por truques B+B foi adotada.
Em data ainda não registrada pelo IGL , chegaram as C36, ex-NS, fabricadas em 1981. Eu apenas pediria ao meu colega João Bosco Setti que nos ajudasse com maiores e melhores esclarecimentos sobre esta série, que no caso do modelo é identificada pelo número 8503.
Desconheço se a dita locomotiva chegou a receber truques provisórios. Talvez não, sendo logo adaptada para o padrão B+B.
Muito bem. Bela locomotiva, não há a menor dúvida. E mesmo que tenha recebido o truque de C30 acho dificil, já que estas locomotivas vieram com truques 1,435m. Porque, pelo menos no IGL, não há referência sobre alguma destas rodando com truque C definitivo e, se há, não é certamente a 8502. A esmagadora listagem revela todas as registradas: BB para truque 1,00 m - distribuição de potência e peso, dentre outros quesitos.
Justiça seja feita: com os truques B+B abusaram do direito à feiura. Mas aí é uma questão de gosto, que não se discute - apenas lamenta-se!
Como registra a enquete, o ideal seria a concepção do modelo com o truque B+B, bonita ou feia, não interessa. Mas a já velha e já desgastada cantilena da viabilidade econômica , que escuto há 40 anos, volta aos melhores discursos - foi a mesma "inviabilidade econômica" que patrocinou o livro dos 40 anos da Frateschi, pois ele poderia e MERECIA ser um livro DE PRIMEIRA CATEGORIA GRÁFICA . No entanto, foi de primeira categoria econômica...
Vocês sabem, eufemismos dos tempos modernos: não existe caixa-dois e sim capital-não-contabilizado; não existe dossiê mas sim banco-de-dados; a ministra da Igualdade Racial, do PÊ-TÊ, imaginem, confundiu as CORES dos cartões pessoal e corporativo para gastar milhões em o quê não sabemos.
Então falta de disposição para investimento agora chama inviabilidade econômica... Ok
O termo chega para justificar o que não mais se justifica ( há pelo menos 15 anos) quando, na atualidade, os modelos fabricados mundialmente procuram seguir com MÁXIMA precisão técnica e COMPROMISSO temático o que é oferecido aos ferremodelistas sérios que não têm na prática um brinquedão daqueles de rodar no tapete ao lado do carinhoso papai-companheiro, como, aliás, recente e dispendioso investimento publicitário sugere que deve ser o ferremodelismo e que acompanhamos pela mídia. Uma mensagem com atraso de 44 anos, cuja família, nos moldes do ano de 1966, se resume unicamente à figura do pai; a dona-de-casa-resignada-mamãe, que prepara os sucos e lanches para os "homens" da casa, é a mesma que faz companhia à filha, aquela eterna alienada nas bonecas e ambas, que não se atrevam a nem chegar perto dos trens- atenção ferremodelistas papais que têm filhas - desistam, pois a elas e às suas estimadas esposas o hobby-Bolinha é proibido! Faltou o cachimbo.... ah, desculpem, não é de bom tom fumar na frente das crianças... Engraçado... a Mattel, das bonecas Barbies, fatura milhões de dólares, por lançamentos semestrais o suficiente para comprar todas as fábricas de ferreobobos no mundo...)
A oferta da "C30" - entre GIGANTESCAS aspas - da EFVM, é certamente mais uma demonstração clara e crítica de retrocesso, ignorando solenemente tudo que se conquistou em passado recentíssimo com o modelo 2-C+C-2, vagões diversos e os carros PS.
Mas a exemplo do que disse um escritor inglês " mais vale reinar do inferno do que servir no céu".
O "Céu" da V-8 , da Escandalosa, foi uma conquista legítima porém partillhada, diluida na fogueira das vaidades. Foi feito a muitas mãos. Houve ajuda demais... Os holofotes se diluiram...
Fora a palestra para relaxamento de bovinos, o "apelo" comercial da EFVM, conforme bem dito, é puramente comercial.
"WE NEED TO GAIN MONEY - SOMEBODY ALREADY SAID IN SOME PLACE, IN SOME TIME..."
Afinal de contas, para que realmente investir em um modelo B+B se "somente você, caro amigo é que sabe disso, ninguém mais!? Oh, quantas vezes ouvi esta célebre argumentação, pérola das pérolas! .Para que investir em um ferremodelismo profissional, se os garotos de hoje, consumidores de maquete-de-chão querem mais é rodar trem na sala-com-papai-e-vovô
-enquanto-mamãe-de-avental-esfrega a cozinha" e pintar 2-C+C-2 de América Latina Logística? Tudo bem! Uma coisa é uma coisa! Outra coisa é outra coisa, não é mesmo?
Porque depois de 25 anos nesta inútil estrada que percorri e me encontro, conclusão a que chego vem de encontro a pelo menos dois comentários que, afinal ,para mim se revelaram os mais verdadeiros possíveis, ditos por renomados E DEDICADOS profissionais do ferreomodelismo brasileiro: um, do Rio de Janeiro, já diizia que o nosso ferremodelista sabe apenas ver figurinha nas revistas - agora que temos os livros, figurinhas nas revistas e livros; e um, de Belo Horizonte, quando menos sutil, diz que "todo ferrremodelista é bunda-mole!" Porque não sabe VER o que está na sua frente, compra o que aparece e não tem senso crítico do que está comprando! Não sabe ver uma árvore; não sabe que um pôr do sol é amarelo ( ai de quem pintar um céu amarelo em uma maquete!) e certamente, qualquer coisa que ande nos trilhos está bom!
É isto mesmo! E "considerem-se a caminho" aqueles em que a carapuça servir! Prova tal que nos damos o trabalho de discutir o tema em questão. Com raras, porém expressivas exceções sobre as declarações supracitadas, os que não são e jamais foram "Bunda-Mole" há muito, mas há muito mesmo, já inveredaram para quem lhes trata com seriedade e compromisso. Pagar 200 dólares em uma locomotiva Kato ou Broadway, ou quem sabe o absurdo valor de mais de 1200 reais em modelos Rocco, é mais do que adquirir um produto dispendioso - é adquirir algo que respeita a sua capacidade de escolha e conhecimento. Isto vale a pena pagar. Uma embalagem decente, feita com material resistente; manual de instruções e histórico do modelo em escala e do modelo reproduzido; produto COMPLETO na concepção técnica e temática.
Enquanto o ferremodelismo se profissionaliza no mundo todo, aqui estamos virando uma página de um trabalho de anos, de uma geração de praticantes do hobby que JAMAIS colocaram o dinheiro na frente, sem franca ou valorosa renovação. Renovação com quem? A nova geração, salvando poucos, são os "Zé-Bonés" ( os mesmos que chamam de "bauzeiros" pesquisadores ferroviários compromissados com ética e origem de autoria) que já depositaram o seu "sim" vigoroso na enquete. Porque um ferreomodelista sério jamais concordaria com isto...
Prova tal o trabalho de entidades e ferremodelistas brasileiros profissionais dedicados. Colocaram, sim, sua ALMA, seu IDEAL, seu PROPÓSITO, de FAZER A DIFERENÇA e para isto a moeda não foi o DINHEIRO, mas sim, uma coisa chamada HERANÇA DOS ATOS!
Lá vamos nós com a C30 EFVM. Independentemente do resultado da votação, estejam certos, ela vai ser lançada, porque VENDE! Istó é claro se a CVRD não implicar. Eles estão ativos com assuntos de marcas e imagem institucionais.
E por favor não se esqueçam de jogar fora a caixa pois lá não existe qualquer referência sobre BB36 convertida em C30 Frateschi. E se houver, o que for agregado, garanto-lhes, não tem a minha assinatura E COM A GRAÇA DE DEUS jamais voltará a ter!
Votem!
Ah, e não se esqueçam de aproveitar e pedir o modelo "C30-7" 721 que aparece na página 128 do livro - ela é uma ex-B36. Como a nossa FRAT C30 está mais curta, para melhor desempenho nas maquetes "chão-papai" ,ela , com o truque "daszulvinte" vai ficar jóia, porque a B36 real é mais curta que uma C36. E talvez saia até mais em conta, já que o truque em questão já está em produção há anos.
Buzelin
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